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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O sapo de negócios

O sapo
Saponga
Saiu da Sapolândia
E veio para Sapopéia
Com um saco
De sapatos
Para sapo
Só que os sapos
De Sapopéia
Não usam sapatos
E o sapo saponga
Faliu!
Hoje vende sopa para sapo!
Quer sopa sapo?

De onde vem?

De onde vem?

O sapo vinha da sapolândia
A borboleta da borbolândia
A joaninha de joanolândia
E o tatu de Tatuí!

A formiga de formigolândia
A lesma de lesmolândia
O gato de gatolândia
A Ana de Analândia
E o jacaré de Jacareí!

domingo, 3 de outubro de 2010




Buquê de rosas vermelhas


     De repente ela entrou e caiu perto do pé da mesa. Jazia em sangue!  Todos correram para acudi-la. Sua mãe, perplexa, abraçou-a. Procurou reanimá-la. Não podia acreditar diante do que via: sua filha estirada ao chão. Totalmente inerte!  Morta!
     Há tão pouco tempo ela estava ali, sorrindo e brincando com dois primos. Parecia até uma criança... E feliz... Seus olhos demonstravam uma sombra de preocupação. Mas não naquele momento! Ela deixara para trás todo e qualquer pensamento ruim. Somente brincava e cantava... Como se estivesse celebrando seus últimos momentos de vida.
     Há alguns meses atrás passara no vestibular. Todos comemoraram. Seria o único membro de uma família grande a conseguir chegar à faculdade. Um orgulho para os pais. Mas não para o namorado! Esse passou a sofrer de um ciúme incontrolável. Não aceitava que Sofia fosse para a faculdade. Ela não pretendia separar-se dele, era seu grande amor, mas diante de tanto ciúmes, não houve mais jeito: Separaram-se!
     Foi quando começaram as ameaças. No início ninguém acreditou que poderiam ser sérias. Mas depois perceberam e se preocuparam.
     Naquele dia Sofia ia para a casa do tio em outra cidade, para evitar uma tragédia anunciada.
     Não deu tempo!
     Jorge chegou antes e a esfaqueou no portão de casa.
     Ele a chamou, sua mãe não queria que ela fosse. Ele insistiu!  Disse que só queria despedir-se dela. Trazia consigo um buquê de rosas vermelhas e por detrás: uma faca.
     Matou-a!
     Passaram-se oito anos. Hoje Jorge vai se encontrar com a atual namorada e tem nas mãos um buquê de rosas vermelhas. Sua atual namorada arrumou um emprego fora da cidade.

sábado, 25 de setembro de 2010

Chuva com chamego da vovó

Chuá, chuá...
Chove chuva
 Na chácara, 
Que chato!
Chuá, chuá...
Chuva não quer parar...
Fico na vidraça,
De chambre,
Chateado!
Vovó chama:
Venha tomar chá
Feito na chaleira!
Prefiro chocolate na xícara...
Chegam os biscoitos
Cheirando chamego de vovó
Que delicia!
Chuá, chuá
Crish, crosh!
Chuá , chuá
Crish, crosh!