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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Papo de reflexão


Por que será que achamos que se comprarmos aquela bicicleta ergométrica vamos nos matar de tanto exercitar? Aí compramos, e a matamos de tanto guardar. Não, mas vejam bem, se for a esteira muda tudo. Compramos, e lá está a pobrezinha servindo de cabide. Passamos tempo imaginando que aquela centrífuga de sucos vai nos fazer beber sucos todos o dias, ledo engano, os primeiros dias funcionam , depois, armário nela. Depois vem a boleira, a pipoqueira, a máquina de pães, etc, . Não percebemos que se não fazemos aquelas atividades, não será um aparelho que nos mudará o hábito. Mas uma coisa é certa, se você já faz bolos, um aparelho de última geração poderá lhe beneficiar, caso contrário, será mais um produto nas prateleiras dos armários e menos dinheiro no bolso. E assim segue a vida, achando que tais produtos nos darão a vitalidade e a felicidade que precisamos. E vamos nos entulhando de objetos, e os fabricantes enriquecendo e nós, cada vez mais, sentindo necessidades de novos produtos para nossa vil realização. E não fica só nos produtos não. Já condicionamos nossos pensamentos a achar que se for de outras formas, aí sim, seremos felizes. Por exemplo, aqueles seios turbinados me darão a felicidade que me falta. Quando eu emagrecer aí sim serei linda e bem sucedida. Sem analisar que tem magras se suicidando! Se eu me casar alcançarei a alegria dos mortais... E por aí vamos, sempre criando metas para a felicidade. E a coitada está ali, batendo em nossas portas e dizendo: Ei, estou aqui. De graça e no presente.

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