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sábado, 2 de junho de 2012

MISTÉRIO IX - O SINISTRO CASA DA MULHER NUA QUE APARECE NAS CASAS.



                                      



                                 
       Foi no Ceará, na década de 60, que se passou esse caso que vou contar para vocês. Marisete era uma mulher que nunca estava contente com nada. Vivia de mau humor. Era uma dificuldade agradá-la. O marido tentava de tudo e ela o achava chato e bobo. Vivia xingando a todos: marido, filhos, vizinhos, sogra, sogro, cachorro e tudo que lhe passasse pela frente. Seu xingamento habitual era desgraça. Era um tal de chamar desgraça daqui e desgraça dali e nada a fazia se contentar com a vida que levava. Sua mãe dizia sempre para ela parar de xingar pois não atraia boas coisas. Mas a xingadora nem escutava a pobre da mãe.
                                             Certo dia, quando Marisete chegou à casa, eis que se deparou com uma mulher nua e  muito feia na sua sala. Perguntou o que ela fazia ali. Ela respondeu que havia chegado pela manhã e que gostou muito do lar, ficaria ali morando. A dona da casa enfezada foi logo expulsando aquele traste de sua sala, onde já se viu uma mulher nua, fedorenta, feia, descabelada, desdentada, dizendo que ia morar ali, com certeza era uma doida que entrara não sabia como. Quando ela começou a empurrar, a fulana avisou-a que era inútil a ação, ela não sairia dali  nem com reza brava, fora convidada , não era intrometida, só não viera antes pois estava muito ocupada. Marisete parou  diante da mulher embasbacada, ficou por alguns segundos sem palavras. Foi quando resolveu perguntar quem a convidara. A intrusa  falou que ela a havia chamado e por muito tempo ouvia seu nome. Então a mulher atônita fez a pergunta que já deveria ter feito desde o começo, perguntou quem era ela e recebeu a resposta que a fez estremecer da cabeça aos pés. Meu nome é desgraça disse a desdentada e fedida mulher.
                                     Quando o marido da dona da casa chegou, ela foi  reclamar para ele que disse não ver nada. Questionou se ela estava ficando doida. A esposa já ia xingar quando viu ao canto da casa aqueles olhos fundos a fitando com um desdentado sorriso. O marido não lhe deu muita atenção. Ela foi correndo buscar sua mãe e perguntou se ela via alguma coisa, que disse que não. Seus filhos também disseram não ver nada. Sua sogra, sogro, vizinhos, todos unânimes em dizer que não viam nada. Ficaram preocupados com ela. Acharam que estava doida, mas uma coisa era certa, ela não mais conseguia xingar, pois todas as vezes que ia dizer um palavrão olhava para a mulher que lhe sorria com satisfação.
                                       Para não ficar passando por louca, resolveu não falar mais nada. Era insuportável para ela conviver com aquela mulher ao seu lado, mas enfim, se acostumou. O problema foi que na sua casa tudo começou a dar errado, ela limpava a casa e a desgraça sujava. Seus filhos a desgraça fazia brigar. Seu marido já não conseguia chegar perto dela, dizia que ela fedia, mas o cheiro era da desgraça. A casa começou a envelhecer e dar problemas e tudo estragar, tudo ação da desgraça. Tudo virou uma desgraceira só.
                                       Manoel resolveu abandonar o lar. Engraçou-se com outra e estava apaixonado. Quando a esposa viu que estava perdendo o marido  não aguentou, procurou um padre para exorcizar sua casa, explicou a ele o que se passava. Ele foi lá, rezou, jogou água benta e nada da desgraça sair. No dia seguinte ele voltou e repetiu as rezas e novamente jogou água benta e nada da mulher sair. Marisete dizia ao padre que ela ainda estava lá. Ele disse que continuaria rezando até expulsá-la. Depois de algum tempo a desgraça começou a sair na hora da reza, mas voltava logo. Quando foi um dia  a desgraça saiu da casa assim que o padre chegou e não mais voltou. Encontrou outro lar numa cidade vizinha.





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