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sábado, 2 de junho de 2012

MISTÉRIO X - O MISTERIOSO CASO DOS HOMENS DE PRETO II



                                    Esse caso se iniciou na cidade de Campinas, estado de São Paulo. O ano era 1968. Raísa morava com a avó numa pequena casa de dois cômodos, numa área distante. Numa noite quando ela acordou com sede e pediu água, sua avó mandou que ela dormisse. Apesar dos seus cinco aninhos estanhou muito a cena que viu. As duas únicas camas da casa estavam para fora e tinha um grande movimento de vários homens altos, magros e vestidos de preto. Havia muitas luzes, pareciam ser vários carros e ao lado uma enorme coisa redonda muito iluminada. A menina ouviu um dos homens alertar que a criança estava acordada. Ela não entendeu muito bem o que se passava. Sua avó continuava adormecida. Por fim o sono a dominou e ela voltou a dormir. No dia seguinte estava novamente dentro de casa, contou à Dona Mirtes, que disse que foi um sonho. Essa imagem nunca saiu de sua cabeça. Era muito forte a sensação que tinha quando pensava naquilo que poderia ser realmente um sonho. Sua avó insistiu para que ela deixasse de lado essa conversa.
                                      Passaram se quase três décadas e agora Raísa estava com 32 anos. Sempre pensava naquele sonho e tudo era estranho, foi quando lembrou que um dos homens havia segurado em sua mão e colocado algo em seu dedo, na hora ardeu e ela chorou, mas logo depois passou. Essa parte da lembrança esteve adormecida por todo esse tempo e quando veio essa imagem em sua memória resolveu investigar o caso.  Marcou uma consulta médica para verificar se tinha algo no dedo, estava disposta a passar uma borracha em tudo e se convencer que foi realmente um sonho.
                                      O consultório estava localizado no bairro da Liberdade, em São Paulo, onde atualmente residia a moça. Ela ligou e marcou a consulta que era para dois dias depois. No dia marcado ela saiu de sua casa, chovia muito e quando chegou ao consultório a recepcionista avisou que o médico estava atrasado, pois foi chamado de emergência para uma cirurgia. Aconselhou a paciente a esperar e ela concordou, não tinha nenhum compromisso. Passado trinta minutos, Paula recebeu um telefonema dizendo que seu filho havia caído do balanço na creche e precisava ir urgente até lá para acompanhar o menino no atendimento médico, sem saber o que fazer ela pediu para a moça aguardar sozinha no consultório, caso cansasse de esperar era só bater a porta que fechava por dentro. Raísa sem opção, concordou, não queria perder a  consulta, estava ansiosa.
                                      Após uns dez minutos entrou pela porta o médico, homem alto, magro e estava vestido de terno e calça preta, pediu desculpas pelos trajes, explicou que tinha acabado de chegar de viagem, Raísa estranhou a mentira da recepcionista dizendo que ele estava participando de uma cirurgia. Mas não entrou em detalhes, só contou que Paula precisou sair para socorrer o filho. O doutor não deu muita atenção, imediatamente a chamou à sua sala e tirou um raio x. Após o resultado disse a ela que precisava fazer uma pequena cirurgia em seu dedo para retirar um objeto, que aquilo poderia ser feito ali mesmo, era muito simples. A  moça concordou e foram até a ante sala onde tinham vários aparelhos cirúrgicos. O médico que havia tirado o paletó preto e colocado um jaleco branco fez a intervenção cirúrgica tirando de seu dedo uma minúscula cápsula. Ela viu, ele disse que enviaria para análise e diria o resultado em três dias. Ela saiu sem maiores recomendações, o dedo enfaixado.
                 No dia seguinte teve muita dor e tomou um analgésico, pois foi o que o doutor mandou que ela fizesse caso doesse. No terceiro dia ela voltou ao consultório e encontrou Paula que pediu desculpas por ter saído e a deixado e pediu desculpas também pelo doutor não ter voltado, mas que estava à disposição para marcar outro horário. Raísa disse que havia sido atendida, que  inclusive tirou raio x e fez uma pequena cirurgia no dedo. A recepcionista respondeu que ela estava enganada, não havia raio x naquele consultório e nem seria possível uma cirurgia, elas eram feitas no hospital. Sem entender muito bem, a paciente mostrou o dedo que nesse  momento já estava cicatrizando,  tinha um pequenino corte, parecia  acidente com faca de cozinha. Mais chocada ainda ficou quando viu chegar o doutor, um homem gordo, baixo e de barba.
























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